Honestidade vem de berço
- 15 de dez. de 2015
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Um casal de Fortaleza dos Nogueiras deu um belo exemplo de honestidade após encontrar uma carteira com 251,10 reais e documentos, na rua do comércio. Maria José Carvalho da Silva, dona de casa, diante da situação, não pensou duas vezes, foi à radio cidade que tem uma grande audiência e fez o que muitos não fariam.
Maria José conta que estava indo ao centro da cidade, na tarde de segunda-feira (14), quando viu uma carteira jogada no asfalto.
“Parei para ver o que era. Ao me aproximar, encontrei a carteira, com todos os documento e R$ 251,10. Então, peguei e na hora em que vi a carteira, eu falei: ‘tenho que devolver'”, narra.
Em seguida, Maria José foi em sua residência e contou o caso ao seu esposo Marcos Franco Nobre Bezerra, 41 anos, que resolveu com sua esposa ir direto à radio cidade.

A dona da carteira, Samaria, é moradora da comunidade Muriçoca no interior deste municipio, quando chegou à comunidade, desceu para pagar sua passagem e sentiu falta da carteira. Pensou que poderia ter perdido porque o bolso da calça que usava no dia estava folgado e ao subir na caminhonete do carro que transporta passageiros ao interior, caiu sem sua percepção. Volou rapido à cidade e foi direto à radio cidade, pois é um lugar onde muito procuram quando perdem algo, e ficou muito feliz ao chegar e receber a noticia do Sr Paulo que a carteira já estava lá.
Em seguida Samaria foi à casa do casal e ao encontrar os dois, a jovem agradeceu muito pela honestidade deles e que ainda ofereceu 100 reais como recompensa pela atitude.
“Tentei dar dinheiro como agradecimento pelo que tinham feito, mas eles não aceitaram nada. Então, apertamos as mãos e eu agradeci novamente por eles terem feito isso. E deixei o valor la e fui embora. Eu acredito que ações como essa são muito difíceis hoje em dia”, diz.
Questionada sobre o que motivou a devolver a carteira, Maria José, respondeu: “O dinheiro era de Samaria, não meu, meus pais me ensinaram que não podemos pegar nada que não é nosso”.
Para ela, “o destino, a sorte ou o acaso o fizeram passar pela rua onde estava a carteira”.
“Então, não fazia sentido eu aceitar a recompensa. Aquilo [dinheiro] não era meu”, explica.






































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